quarta-feira, 7 de outubro de 2009

A varandinha e a primiera ida à rua...

Olá a todos.
No último post falei-vos da minha nova rotina, de uma nova divisão, só para mim! A minha ida para a varanda do simpático T2!!
Este era de facto o novo hábito, sempre que os meus donos estavam em casa, eu estava também, bem vigiado para não fazer disparates.
Finalmente os papás perceberam que Junho estava quente e que de noite eu não tinha frio e reservaram as mantinhas térmicas para os meses mais frescotes. Optaram por remodelar a decoração interior da minha nova casota com toalhas de praia da Colca Cola, o que lhe deu um estilo muito próprio!
Bom, adiante!
Naquela altura, estavam a terminar os dias de prisão, ou seja, eu estava finalmente apto a ir à rua e a aprender a fazer as minhas necessidades no chão, da rua... :)
Numa bela manhã, poucos dias depois de me transferirem para a varandinha, os pais acordaram e, como era procedimento, abriram logo os estores para me darem os minutos habituais de atenção matinal... lembro-me como se fosse hoje que assim que abriu o estore do quarto a mãe deixou-se cair na cama com os olhos esbugalhados...
«Que foi agora???» pensei logo antes de ela começar com as suas rabujices...
Ela nem queria acreditar... a planta de estimação dela... aquela árvore maravilhosa que tinha sido comprada assim que souberam que tinham conseguido a casa! Aquela árevore divinal que ela tanto mimava e que estava ali, na varanda, à mão de semear! Oh... claro que sim! Claro que a destrui até deixar apenas um pauzinho espetado na terra de durante as horas seguintes decidi espalhar pelo chão da varanda.
Aquilo é que era...
Os meus cocós, xixis, as folhas da árvore, a terra espalhada, a rede que protegia as grades da varanda... tudo em fanicos. mas eu sabia lá controlar-me??!! Quem manda deixar aquilo à distância de uam roedela?
Bom lá limpiu tudo e preparou-se para me levar à rua pela primeiríssima vez depois de tantos dias fechado em casa, sem poder sair por causa do efeito das primeiras vacinas... uff!!
Tinha um peitoral, para não me eganiçarem com a trela, uma trela fixa azulinha, a condizer com a minha coleirinha e uns saquinhos para apanharem os meus presentinhos.
O problema foi quando ela abriu a porta... que era aquilo?????
ESCADAS??????????
"Caredo"!!!! Eu jamais meteria as minhas patinhas naquela escadaria horripilante, assustadora, terrível e medonha! Deus me livre!! Levem-me ao colo, não quero saber.
Os papás perceberam e lá me pegaram ao colo para eu descer... enfim...
Nessa manhã não fiz nada... não sabia fazer. Estavamos ainda a adaptar-nos uns aos outros e eu tinha imensa vergonha. Para quê fazer ali se podia fazer a dois passinhos da minha nova casota?
Esperem pelo resto da história...

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Enfim a Casota!

Olá a todos...

Tenho estado ausente, mas não me esqueci de quem me segue e está curioso para saber como tem sido até aqui a minha história...

A última vez que aqui estive, contei-vos como foram os primeiros dias na cozinha do T2 simpático. Como tinhamos visto os meus pais fizeram uma tempestade num copo de água só porque eu destruia tudo o que apanhava durante o dia e fazia as minhas necessidades no corredor - como se alguém conseguisse fazer alguma coisa naquela confusão da cozinha... pfff...

Bom claro está que a noite que se seguiu a esta tarde fatídica foi a última que dormi na cozinha. Vai-se lá saber porquê... gente exagerada! Nessa mesma noite os papás sairam. Quando regressaram percebi que tinham estado na Loja onde me tinham encontrado.

Era enoooorrrme! Verde e beije, XPTO, e enorme! Eu tinha apenas 4 meses... para que era aquilo? Parecia um castelo para uma mosquinha! Mais tarde vim a saber que afinal eu não ficava pequenino para sempre e ainda bem que compraram o tamanho XXL. Era uma casotinha linda de morrer. Erméticamete fechada, não deixava passar uma ponta de vento... ou de calor...

E claro que as mantinhas térmicas do IKEA ficaram todas para mim. Era costume os pais sentarem-se no sofá tapadinhos com elas. Mas era Verão, estavam disponíveis e eu era logicamente mais importante, portanto, as mantinhas foram todas para a varanda, juntamente comigo e com a minha nova casota. Apesar de naquela época do ano não fazer frio nenhum, os pais achavam que era preferível previnir que remediar. Claro está que durante a noite eu tirava tudo para fora e deitava-me ao fresquinho, a ver as estrelas!!

A mãe não estava muito feliz com o meu novo espaço. Pesava-lhe a consciência, segundo o que a ouvia cochichar com Ele. Mas era importante que eu me habituasse a ter o meu próprio espaço. Por isso mesmo, limparam e desinfectaram a varandinha do quarto deles, colocaram as tijelas da papa e da água num cantinho e a casota mesmo ao lado. Virada de "rabo" para a grade, para me proteger de qualquer brisa possível (como se em Junho houvesse brisa... enfim), e forrando exageradamente a casota com coisas fofas, lá fui eu para a varanda.

Percebi perfeitamente que Ela se levantou 50 mil vezes durante a noite... punha-se à coca a ver se eu fazia barulho, mas confesso que estava tão "quentinho" e feliz por ter o meu quarto que adormeci e só acordei no dia seguinte.

Claro que a manhã não podia ter sido melhor... a cozinha estava limpa, não havia alhos roídos, nada! Mas... a varanda... tinha três xixis e dois cocós para limpar. Mas quem adopta um cão já devia saber estas coisas, não é? O problema era que a minha mamã sempre tinha convivido com cães mas... em casa dos avós eram eles que tratavam dos animais. O papel da mamã era brincar... como acontece com todas as crianças. Por isso mesmo, tudo isto era completa e total novidade para Ela. E para Ele, que nunca tinha tido cães... ui... era um castigo. Por isso dizem que o Amor se constrói.

De facto aquele era o cenário que todos os donos querem evitar logo pela manhã. Suspirando e refilando coisas que nem eu consegui entender, lá limpou tudo antes de ir para o trabalho dela. No fundo, eu ainda não podia ir à rua, por causa das primieras vacinas... mas depressa este castigo ia acabar!

O dia passou e eu diverti-me imenso naquela varanda. Havia um mundo de surpresas agradáveis... que eu só conto no próximo post!

Não percam! Hihihi

domingo, 6 de setembro de 2009

O meu primeiro e loooooongo dia!

Olá a todos. Se leram o último post já perceberam que a chegada ao simples mas simpático T2 promete... ou não fosse eu um típico cocker spaniel inglês...
Bom...
A primeira noite foi normalíssima, o casal tentava meter conversa mas eu optei definitivamente por me deitar sossegado à entrada da sala. Se havia coisa que tinha aprendido naqueles quatro longos mas escassos meses de vida de cão era que não podemos ser fáceis. Os humanos têm uma outra visão das coisas... muuuuuuito distinta da nossa, portanto, não lhes dei grande conversa.
E filosofias à parte, não era um miúdo de grandes aventuras... estava um pouco assustado, não conhecia o espaço... enfim.
Depressa chegou a hora de dormir e a cozinha foi o aposento escolhido para eu ficar... encostaram as portas da sala, wc e segundo quarto e lá fiquei eu, com um mundo de novidades à minha disposição. Obviamente que durante a noite fiz das minhas e quando a minha dona acordou eu tinha deixado três brilhantes presentinhos para ela apanhar, logo pela manhã fresquinha de Junho, antes de ir para o trabalho!
Levaram-me à rua e ao colo, sim, porque o prédio não tinha elevador e eu não estava para descer escadas. Nem nunca na minha vida tinha descido escadas e, apesar da insistência deles, nem pensar que eu me aventurava a espatifar-me todo lá em baixo e a servir batido de cocker para o almoço!! ã ã! Ao colinho, que é para saberem quanto custa ter um bebé em casa... pois! E é lógico que na rua não fiz nada... mas se sempre tinha feito no recinto de venda dos animais, agora ia para a rua? nem pensar!!
Lá foram trabalhar, tendo-me deixado uma terrina gigante com água e outra maior que eu com comida. Deixaram também um brinquedo que até hoje não vou à bola com ele e uma fralda no chão, para o caso de eu querer fazer xixi... e cocó...
Eu sei que a fralda tinha o seu propósito, e a rapariga, coitada, até deitou umas gotinhas de um líquido atractivo, mas... estava mesmo ali, à mãozinha de semear... ui... foi então que senti o meu impulso de cocker... já eles tinham saído quando me agarrei à fralda com todos os poucos dentes que tinha e pimbas! mil fanicos de fralda. hihihihihi
A meio do dia o jovem veio a casa ver como eu estava... fofinho! Veio cheio de ideias mas ficou logo desiludido quando percebeu que a fralda estava rasgada e o cocó no chão do hall de entrada. Era terrível eu! Lá limpou a reclamar que se enjoava com o cheiro e começou a operacionalização daquilo a que chamava um plano para eu me habituar a fazer as minhas necessidades onde ELES queriam ok?
Lá lhe disseram no trabalho que era bom espalhar umas folhinhas de jornal pelo chão. Diz que os cães gostam de fazer ali e que se sentirem o cheio entretanto, é lá que vão fazer. O moço é um bocadinho exagerado, ainda hoje, e metade do chão da cozinha ficou forradinho com folhinhas de um jornal cujo nome não posso dizer (hehehehe).
Bom... o dia passou e depressa chegou a hora do regresso a casa. Estava eu muito bem no meu mundinho, quando ouço uma chave na porta. «São eles!» pensei. E eram... mas não pareciam felizes... assim que entrou a dona disse «Oh, Picasso, eu não acredito! Vou-te matar cão!» Eu confesso que estava tão entretido que nem me apercebi exactamente do que se passava.
Foi então que ela chegou à porta da cozinha emandou um grito «PICASSOOOOOOO!!!!» Credo!! Ainda hoje me lembro, parecia o Vejeta daqueles desenhos animados das lutas... aquele que quando se passava ficava com as carótidas todas saídas... bolas... não era assim tão mau... e além disso eu não me conseguira conter pa... sou um cocker... será que eles não leram nada sobre a minha raça antes de me trazerem para casa?
O que era...? Oh... bom, como aproveitei para desfazer um jornal inteirinho em mil pedacinhos por folha, não se via propriamente o chão da cozinha entendem? Era mesmo montanhas de papel, e eu lá debaixo a brincar... isto é mau? Entretanto... com o entusiasmo, roí também as fraldas, os alhos, as cebolas, os sacos plásticos e mais umas coisinhas que consegui apanhar... claro que não podia fazer cocó ali... onde? em que pedacinho de chão?

Lógicamente fiz no corredor... mas não era o que vocês fariam??